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Lucrando com o Aluguel de Ações

Lucrando com o Aluguel de Ações



Por: Fabio Pordeus Pedrosa | 01/06/2019

Primeiramente o que é investidor tomador?

No aluguel de ações há dois tipos de investidores: o doador e o tomador. O tomador é o investidor que pega emprestado do doador uma determinada quantidade de ações, pagando uma taxa pelo aluguel.

Mas como é que o investidor tomador lucra ao alugar ações?

Simples, ele vende as ações emprestadas com a expectativa de queda no preço das mesmas, visando em seguida recomprá-las por um valor mais baixo.

 

 

Desta forma, qual o cenário mais adequado para este tipo de operação? Correto, quando o mercado está em tendência de baixa. Recomendo assistir ao vídeo de aprendizado sobre este assunto.

Exemplo – PETR4

Para facilitar o seu entendimento sobre como lucrar alugando ações, vamos a um exemplo prático. Usarei o gráfico diário das ações preferenciais da Petrobrás – código PETR4. Suponhamos que o investidor tomador alugou 1.000 ações, percebendo que a PETR4 estava em tendência de baixa de curto prazo.

 

 

No dia 2/8/11 o tomador decidiu vender 1.000 PETR4 por R$ 23,00 no fechamento do pregão, após analisar o sinal de baixa. Para facilitar o cálculo usarei números redondos neste exemplo. Com a venda de 1.000 ações por R$ 23,00 o investidor tomador recebeu na sua conta o valor de R$ 23.000,00.

Com a forte queda da PETR4 nos próximos dois pregões, o tomador decidiu recomprar as 1.000 ações para devolvê-las ao investidor doador. Ao recomprar as 1.000 ações por R$ 21,00 durante o pregão do dia 4/8/11, o tomador teve que desembolsar R$ 21.000,00.

Se na venda ele recebeu R$ 23.000.00 e na compra gastou R$ 21.000,00, com quanto o investidor tomador ficou no final da operação? Isso mesmo, ele obteve um lucro bruto de R$ 2.000,00 com a operação de venda da PETR4.

Quais são os custos operacionais envolvidos no aluguel de ações?

Nesta modalidade de investimento há custos tanto para o doador – proprietário das ações, quanto para o tomador – locatário da operação.

O custo do doador basicamente se resume a uma taxa percentual sobre o montante da operação paga à corretora de valores, responsável por intermediar a operação. Esta taxa pode variar de acordo com cada corretora. Há também a incidência de imposto sobre o rendimento da operação, com alíquotas semelhantes as aplicadas nos fundos de renda fixa.

E quais são os custos do tomador – locatário da operação?

1. Remuneração ao doador. É uma taxa percentual em base anual e proporcional ao tempo de permanência do aluguel.

2. Comissão da corretora pela intermediação do aluguel. Costuma ser de 0,5% sobre o montante da operação, mas pode variar de acordo com cada corretora.

3. Taxa de registro da BM&FBovespa. Esta taxa é de 0,25% a.a sobre o volume da operação, levando em consideração o valor mínimo de R$ 10,00.

Os demais custos são semelhantes aos das operações normais de compra e venda de ações, como por exemplo corretagem, emolumentos e impostos. Assunto que será abordado em outro vídeo de aprendizado.

Custos operacionais – exemplo

Vamos a um exemplo prático. Suponhamos que o investidor tomador alugou 1.000 ações com valor de R$ 20,00 por ação. A taxa de aluguel acordada com o doador foi de 2% a.a. Além disso, o prazo de permanência da operação foi de 21 dias úteis e taxa de intermediação da corretora de 0,5%.

 

 

Caso o prazo de permanência fosse de 1 ano ou 252 dias úteis, a remuneração ao doador seria de R$ 400,00, ou seja, 2% de R$ 20.000,00. Considerando o prazo de permanência de 21 dias úteis ou 1 mês, poderíamos de forma simples dividir os R$ 400,00 por 12, resultando em uma remuneração ao doador de aproximadamente R$ 33,00.

A comissão da corretora foi de R$ 100,00, ou seja, 0,5% de R$ 20.000,00. O cálculo da taxa de registro da BM&FBovespa é semelhante ao da remuneração do doador, sendo que a taxa neste caso é de 0,25% a.a. Neste exemplo a taxa de registro foi de R$ 4,17, abaixo do valor mínimo. Logo, o custo final desta taxa será de R$ 10,00.

 

 

Desta forma, o custo total da operação foi de R$ 143,00, sem considerar os custos que serão originados na venda e recompra das ações alugadas.


FONTE: Dolton Vieira - Acesse